Friday, August 20, 2010

Mentiras brandas...

Enquanto há qualquer coisa errada com se esperar qualquer coisa de alguém, seria possível existir tudo de errado em esperar absolutamente nada e saber de fato que é o nada que vai ser entregue?

Se há algo de errado em pensar que nada será perfeito ou pelo menos suficientemente bom, para que começamos? Pela vontade de se descobrir o gosto do processo? Para perceber a intensidade que respira por trás do que queremos? Por razão nenhuma afinal, saber e se ter certeza de qualquer coisa anda de mãos dadas com a fé, e a fé anda com sua moral baixa... Querer é poder e é também restringir a independência. Ou não?

Esses dias que passam secos e infecundos passam por mim com cheiro de flores velhas e folhas secas. 

Esperar, afinal... não seria parte integral e crucial da formação de um ser pensante (sensível, melindrado, acuado, vão, patético, estúpido...)? Sim. 

Esperar não é o que nos separa dos demais seres terrestres? Não.

A virtude. A virtude perdida no encostamento é aquela que ninguém ousa lembrar que existe. Afinal, virtudes são todos aqueles defeitos perfeitos demais para serem levados em consideração... 

Como a impaciência e a expectativa.


***


2 comentários:

João Menéres said...

LI!
E mando-te um beijo, já que te não posso apertar junto a mim...

Anonymous said...

I need to know what Grace thinks about that!