As paneladas nas janelas ainda não começaram, mas estão prontas para dar o primeiro passo para que seu dia se transforme em algo intrigantemente revoltante. Porque raios nos sentimos tão mal quando percebemos onde vivemos? É fácil culpar tudo e todos a sua volta, as pessoas que dirigem os super carros com buzinas mais irritantes e altas do que sons de ultra-espaçonaves que alcançam marte, as criancinhas nada inocentes que entram e saem das escolas soltando gargalhadas mais altas que o som de um show do Roger Waters e arrotando em vias públicas, xingando o colega que veio com uma franja "meio emo" ou que simplesmente se sentiram ameaçados por um motorista não muito atento que não lembrava que "crianças" não olham para os lados ao atravessar, os vendedores de paçoca de piracicaba, os transeuntes que xingam os motoristas de ônibus, os carros de polícia que passeiam com suas sirenes ligadas só porque é mais charmoso, o barulho de britadeiras, martelos e de material de construção constante mente sendo jogado de um lado para outro, formando um pó cinza e pesado que você respira e dá graças a deus por ainda poder viver para respirá-lo no dia seguinte...
Enfim, é sempre bem fácil culpar o mundo inteiro porque o que há de mais difícil é encontrar uma boa razão para achar que você contribui para esse caos em que vive. E você contribui.
Na pior das hipóteses você contratou uma equipe para arrancar as placas do seu estabelecimento pois nosso queridíssimo Kassab resolveu roubar de quem luta pra sobreviver em seus pequenos negócios, tirando a única estratégia de marketing que tinham: suas placas.
Ou porque você também acabou de adquirir aquele último carrão com rodas gigantes para passarem por cima dos carros velhos e lentos que rondam ao seu redor ou porque você também tem um diabo que foi pra escola hoje cedo e que vai sair dela, fazendo muito, muito, muito barulho para se auto-afirmar como cidadão do mundo.
É.
Não tem jeito... a gente gosta de sofrer.
Mas então, qual seria solução?
Tem dias que não paro de pensar e não chego a nenhuma conclusão, talvez porque se existe alguma solução eu teria que tirar a minha bunda do lugar e realmente fazer algo. E o que seria fazer algo? Em relação a que? A quem? Pra que propósito? Em que contexto e âmbito? Por razões políticas, morais, religiosas ou artísticas?
A gente acaba se metendo em grupos de discussão, em cursos, círculos e equipes e nunca realmente nos empenhamos em grandes coisas. O mundo está cheio de coisas pra se fazer e a preguiça é o pecado capital mais visado por nós, humanos do novo milênio.
Humanos equipados com a incrível habilidade de se esquivar de suas responsabilidades.
Não digo que você se esquiva das suas, mas digo que uma grande parte da humanidade se esquiva sim, foge! Com asas nos pés, verdadeiros Aquiles da terra vermelha, procurando "algo a mais" ou talvez se esquecendo do que deveriam fazer como pessoas, como seres que realmente NÃO conseguem viver sozinhos. Nenhum homem é uma ilha. Ninguém nunca ouviu essa frase ou não a assimilou.
É isso!
Cheguei a minha conclusão.
Faltou você também chegar a sua. Afinal vivemos em sociedade... ou não?
Enfim, é sempre bem fácil culpar o mundo inteiro porque o que há de mais difícil é encontrar uma boa razão para achar que você contribui para esse caos em que vive. E você contribui.
Na pior das hipóteses você contratou uma equipe para arrancar as placas do seu estabelecimento pois nosso queridíssimo Kassab resolveu roubar de quem luta pra sobreviver em seus pequenos negócios, tirando a única estratégia de marketing que tinham: suas placas.
Ou porque você também acabou de adquirir aquele último carrão com rodas gigantes para passarem por cima dos carros velhos e lentos que rondam ao seu redor ou porque você também tem um diabo que foi pra escola hoje cedo e que vai sair dela, fazendo muito, muito, muito barulho para se auto-afirmar como cidadão do mundo.
É.
Não tem jeito... a gente gosta de sofrer.
Mas então, qual seria solução?
Tem dias que não paro de pensar e não chego a nenhuma conclusão, talvez porque se existe alguma solução eu teria que tirar a minha bunda do lugar e realmente fazer algo. E o que seria fazer algo? Em relação a que? A quem? Pra que propósito? Em que contexto e âmbito? Por razões políticas, morais, religiosas ou artísticas?
A gente acaba se metendo em grupos de discussão, em cursos, círculos e equipes e nunca realmente nos empenhamos em grandes coisas. O mundo está cheio de coisas pra se fazer e a preguiça é o pecado capital mais visado por nós, humanos do novo milênio.
Humanos equipados com a incrível habilidade de se esquivar de suas responsabilidades.
Não digo que você se esquiva das suas, mas digo que uma grande parte da humanidade se esquiva sim, foge! Com asas nos pés, verdadeiros Aquiles da terra vermelha, procurando "algo a mais" ou talvez se esquecendo do que deveriam fazer como pessoas, como seres que realmente NÃO conseguem viver sozinhos. Nenhum homem é uma ilha. Ninguém nunca ouviu essa frase ou não a assimilou.
É isso!
Cheguei a minha conclusão.
Faltou você também chegar a sua. Afinal vivemos em sociedade... ou não?


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